segunda-feira, 23 de abril de 2018


Alfabetização e Empowerment Político
Reflexão a partir da atividade proposta na interdisciplina: Educação de Jovens e Adultos no Brasil

Como ideologia, a alfabetização devia ser encarada como uma construção social que está sempre implícita na organização da visão de história do indivíduo, o presente e o futuro; além disso, a noção de alfabetização precisava alicerçar-se num projeto ético e político que dignificasse e ampliasse as possibilidades de vida e de liberdade humana.  Para Freire, o processo de alfabetização caracteriza-se como um processo de abertura de caminhos, o educando tem direito de se expressar, aprender a ler o mundo, compreender o texto e o contexto. Os educandos devem ser desafiados, a assumir o papel de sujeitos do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, sendo que: ambas se complementam e relacionam-se quanto ao processo de aprendizagem dos alunos que estão em fase de alfabetização.
Freire nos diz que, há duas possibilidades de fazer pedagogia: a partir de práticas alienantes ou práticas libertadoras. A alfabetização é compreendida como ato criador e não um simples processo de memorização mecânica das palavras. O estudioso acredita que é possível revolucionar conteúdos e a pedagogia da escola atual, transformando-a em um lugar especial, de luta e esperança, com isso, ela precisa ser para todos e, acima de tudo, de qualidade, camuflar qualquer possibilidade de reflexão aos conflitos emergentes do cotidiano em que se insere a escola, é acabar por subordinar o educando, sufocando-o com práticas bancárias, bem como o gosto pela rebeldia em desafiar-se, reprimindo a curiosidade, desestimulando suas capacidades, tornando sujeitos passivos, estas considerações estendem-se também à educação problematizadora, que consiste na força inspiradora do aprender. A partir desta afirmação, entende-se que o papel do alfabetizador deve ser o de "dialogar com o "analfabeto" sobre situações concretas, por isto a alfabetização não pode fazer-se de cima para baixo, nem de fora para dentro" (FREIRE 1979 p. 41).
A alfabetização para Freire é um projeto político no qual, homens e mulheres afirmam seu direito e sua responsabilidade não apenas de ler, compreender e transformar suas experiências pessoais, mas também de reconstituir sua relação com a sociedade mais ampla. Neste sentido, a alfabetização é fundamental para erguer agressivamente a voz de cada um como parte de um projeto mais amplo de possibilidade e de empowerment. Assim, a alfabetização é vista como meio de democratização da cultura, como oportunidade de reflexão quanto à posição e lugar do homem no mundo, no qual os analfabetos entendem a necessidade de aprender a ler e a escrever. Segundo o autor a alfabetização compreende o entendimento do que se lê e se escreve, nas atitudes de criar-se e recriar-se.
Para Freire, se a educação não pode tudo, alguma coisa ela pode, ou seja: “a alfabetização escolar numa perspectiva crítica fundamenta-se, principalmente, nas diretrizes teóricas da pedagogia emancipadora, desenvolvidas por Paulo Freire. Portanto, é parte de um processo que visa ao desenvolvimento da consciência crítica dos educandos, possibilitando que estes se percebam capazes de, através da reflexão e da ação, participar na transformação das relações sociais injustas e opressoras”. Amaral (2002, p. 31)
Dentro do amplo referencial freireano, o empoderamento é um ato social e político. Empoderamento está ligado à conscientização e ao desenvolvimento da capacidade das pessoas. Pode-se afirmar que empoderamento é o eixo que une consciência e liberdade. À medida que as pessoas tomam consciência vão também se libertando (FREIRE 1969).
Os alunos devem ser introduzidos a uma linguagem do empowerment e da ética radical que lhes permita pensar a respeito de como a vida em comunidade deve ser construída em torno de um projeto do possível.
Conforme Freire, a alfabetização é bem mais do que apenas a decodificação de signos, espera-se que a partir das leituras o sujeito seja um leitor atento, curioso e transformador. Deve conter palavras do vocabulário, dos grupos populares, expressando sua realidade, suas reivindicações, inquietações e seus sonhos. Há um papel pedagógico e político nesse processo: a troca de saberes adquiridos, o educador não poderá se omitir de comunicar sua própria leitura de mundo, tornado claro que não existe uma única leitura possível. Nenhuma palavra é definitiva. A palavra em mutação nos recria.

Referências bibliográficas:
GIROUX, Henri. Excerto do texto “Alfabetização e ‘empowerment’ Político”, Introdução do Livro “Alfabetização”, Paulo Freire e Donaldo Macedo.
STRECK, Danilo R; REDIN, Euclides Redin, ZITKOSKI, Jaime José. Dicionário Paulo Freire. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 2016. 3º edição
ALFERES, Maria Aparecida. Alfabetização e Letramento: tecendo relações com o pensamento de Paulo Freire.
MORAES, Marileia Gollo. ALFABETIZAÇÃO- LEITURA DO MUNDO, LEITURA DA PALAVRA- E LETRAMENTO: ALGUMAS APROXIMAÇÕES.




sábado, 7 de abril de 2018



A importância do Blog

  
Confesso que no início do curso, a proposta em relação ao Blog não era muito clara para mim. Após a realização do primeiro workshop de avaliação, comecei a perceber sua importância, valorizando-o.
Hoje, estando no VII semestre do curso, afirmo que meus registros são fundamentais para a construção e elaboração do texto que avalia nossas aprendizagens durante o semestre (workshop), sendo um recurso valioso para o aprofundamento e reflexão das leituras que são disponibilizados para os estudos.  Ao utilizar essa ferramenta, posso, de acordo com os autores estudados, refletir sobre conceitos, assim como relatar de forma lúdica e diferenciada as práticas desenvolvidas com os alunos a partir das atividades e propostas apresentadas nas interdisciplinas.




  




Educação e Tecnologias da Comunicação e da Informação

Após a aula da interdisciplina, foi impossível não sentir-se nostálgica...
Na minha infância, a tecnologia era muito diferente. Lembro-me muito bem do cheirinho das folhas mimeografadas que a professora nos entregava. As provas e trabalhinhos eram todos em folhas passadas no mimeógrafo.  Quando comecei a lecionar, também utilizei o mimeógrafo, o rádio, o aparelho de vídeo cassete e a máquina de fotografia com filmes, que precisavam ser revelados. A ansiedade era grande, precisávamos esperar para ver como tinham ficado as imagens, hoje em dia, com uso dos modernos celulares e smartphones, podemos visualizar a imagem e, se não ficou do nosso agrado, deletar e tirar tantas outras, ainda com o recurso de armazenar na memória do celular ou em pen drives  e notebooks.
Hoje, temos o mundo em nossas mãos, os acontecimentos e notícias são registrados praticamente no momento em que acontecem. Podemos aprender muitas coisas ao mesmo tempo, temos a oportunidade de trabalhar com os alunos de forma informatizada, o que garante aulas e aprendizagem diferenciadas.
Na época, os recursos tecnológicos aos quais tive contato foram muito importantes, fico feliz por ter vivido em uma época em que as coisas que adquiri, ganhei de presente e manuseei na escola ou na casa de algum parente ou amigo me deixaram saudades. Vivi as coisas do meu tempo, as tecnologias, com muita intensidade, agora, com tanta inovação, o que dizer?
Acredito que a inovação está aí para contribuir, acrescentar em relação a conhecimento e aprendizagem, da melhor forma, basta sabermos utilizar, pensando no melhor para nós, nossos filhos e alunos.  
Pensando nas inovações, pesquisei na internet músicas que falassem sobre a evolução digital na atualidade. Encontrei várias canções, então escolhi uma ilustrar. 

Mamãe no Face

Zeca Baleiro tece interessantes comentários à imprensa cultural na música que faz parte de O Disco do Ano. O cantor comenta, em uma espécie de carta endereçada a sua mãe, o suposto sucesso de seu álbum e cita a relevância de ser um “megahit no YouTube” ou o “hype do Ringtones”.
Link do vídeo no youtube

Referências











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