segunda-feira, 25 de junho de 2018






 Reflexão sobre a importância do uso de temas geradores na prática pedagógica.




Freire nos traz importantes reflexões a partir dos Temas Geradores. Partindo desta proposta, de grande importância para o desenvolvimento de práticas pedagógicas, encontramos base na obra Pedagogia do Oprimido (FREIRE, 2009). Essa prática é explicada pelo autor como a aplicação de situações que cercam a realidade dos alunos e professores. Freire nos diz que não basta apenas aprendermos estes temas, mas sim, devemos refletir sobre ele, ocorrendo assim à tomada de consciência dos indivíduos sobre os mesmos. Isto significa que antes de qualquer coisa, os educadores devem conhecer seus alunos enquanto indivíduos inseridos em um contexto social, ao qual o professor poderá basear-se em conteúdos que serão trabalhados. Pensando em metodologias, aulas dialógicas, onde as experiências dos alunos em relação ao tema proposto é o ponto de partida para a abordagem dos conteúdos, entendo que o importante não seja a transmissão desses conteúdos especificamente, e sim a procura em despertar nos estudantes novas formas de relação com o processo ensino aprendizagem, de forma democrática e participativa, interdisciplinar, pois segundo Freire, educar é um ato de conhecimento da realidade concreta, das situações que são vividas em um processo de aproximação crítica da própria realidade, como: compreender, refletir, criticar e agir. Freire nos diz que os Temas Geradores devem ser utilizados na educação de crianças até a EJA, como fundamental ao favorecimento à leitura de mundo onde estamos inseridos. Com isso, entendendo como ponto de partida para o processo de construção de descobertas e, com a importância de extrair da prática, do dia a dia e vida dos alunos, devemos substituir conteúdos tradicionais por pesquisas, que possuam significados concretos para a vida dos estudantes. 





sábado, 16 de junho de 2018


            Educação de Jovens e Adultos no Brasil 





A partir da leitura do texto de HARA, Regina, Alfabetização de adultos: ainda um desafio e, da apreciação dos audiovisuais que foram sugeridos como proposta de trabalho dentro da interdisciplina, entendo que, existam semelhanças e diferenças entre crianças e adultos não alfabetizados, sendo que uma das semelhanças esteja voltada ao fato de que a evolução das hipóteses de escrita das crianças, como: o pré silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético, aparece também nos adultos, por outro lado nos adultos não aparecem as formas primitivas como não diferenciar números de letras ou, fazer bolinhas, por exemplo. Para Marta Kohl, professora da Faculdade de Educação- USP, não tem alguém que chega a sala de aula e não sabe nada do mundo da escrita, todos são capazes de reconhecer graficamente, seja pela exposição do mundo dos comerciais, esses estudantes estão “encharcados do mundo da escrita”.
Na apreciação dos audiovisuais é possível perceber claramente a tristeza, a baixa autoestima dos adultos que não sabiam ler e escrever antes de começar os estudos. Estes revelam sentimentos como cegueira, preocupação com as questões políticas e atualidade, se assumem enquanto analfabetos, deixando claro o quanto isso é ruim. Para Paulo Freire, lemos o mundo à medida que a gente compreende e o interpreta. Milênios depois de ler o mundo é que os homens inventaram a linguagem e muito depois a escrita. Para com os alunos, devemos perceber que eles trazem a leitura de mundo, aproximam-se criticamente da realidade e contexto em que estão inseridos. Os alunos trazem essa leitura e na escola ampliam a compreensão desta realidade.
Outro ponto importante a mencionar seja a Avaliação Dialógica, como o processo contínuo e permanente em que o aluno pode se observar e verificar sua aprendizagem durante o momento de vivência e convivência na escola.
Através da oralidade eles percebem a escrita. Não se pode reforçar o erro, mas também não reprimir este erro. Outro fator que deve ser ponderado é o fato de que não é qualquer tema que gera qualquer coisa, o tema gerador deve permitir possibilitar a partir dele que o educando compreenda mais criticamente a realidade e o contexto em que está inserido. Aprendemos a vida toda, não a tempo próprio para aprender.
Para com o texto de HARA, os desafios e dificuldades em lidar com a motivação, quando se trata do trabalho com os adultos, o produto final têm sido abaixo das expectativas, visto que a evasão é enorme e poucos aprendem.
Fatores de ordem social, como: a sociedade que é excludente, que marginaliza a grande maioria pobre. A escolarização é destituída de qualidade necessária. Para os adultos das camadas populares a escolarização tem peso menor, questões como moradia, emprego, alimentação, transporte, são prioridade. Outro ponto relevante é a questão do desgaste físico, após um dia exaustivo de trabalho. Para com o professor as dificuldades estão no próprio ato de alfabetizar, os desafios dentro da sala de aula. Muitos ou a maioria, não tem o preparo necessário para escolarizar e trabalhar com adultos, bem como a falta de materiais e condições de trabalho.
Professores habilitados e escolas devidamente preparadas para o ensino da EJA ainda é uma realidade pouco encontrada. Outro ponto, além de tornar mecânico o processo de alfabetização dos estudantes, como caminho linear, é acabar por não considerar as experiências acumuladas e adquiridas dos mesmos. Para Freire, a prática educativa envolve postura teórica do professor, pois implica explicitamente numa concepção dos seres humanos e do mundo. Freire nos diz ainda que o homem quanto sujeito na compreensão do mundo também o é quanto construção do seu conhecimento sobre escrita, assim como a alfabetização é vista como um ato de conhecimento, o ato de aprender a ler e escrever já não é simplesmente memorizar sílabas, mas sim, refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever, o profundo significado da linguagem.
Emília Ferreiro e Ana Teberosky nos dizem que o homem como sujeito é construtor de seu conhecimento. É possível propor uma alfabetização em que as crianças sejam os sujeitos do processo e a escrita o objeto, pois a aquisição da escrita é conceitual para crianças e adultos, constituindo-se pelo sujeito nas relações com o meio. Para os adultos não escolarizados, a escrita é vista como um sistema de representação, tem hipóteses de como se dá, entendem que há uma quantidade mínima de letras e que somente letras servem para ler (excluem números e desenhos). Os adultos entendem que a escrita é um sistema de representação baseado em representação sonora, isto é, escrita representa falado, com isso, entendo que não é o método que escolhemos que irá promover a alfabetização, e sim o conjunto de conhecimentos e a postura frente aos saberes já adquiridos dos alunos com relação ao objeto de aprendizagem. O homem constrói seus conhecimentos nos diferentes momentos da vida e situações que vivencia, a escrita é um desses conhecimentos.
Os adultos estudantes nos mostram que todos sabem algo, não só o concreto, mas pelo conhecimento intelectual a respeito da escrita. Com isso os educadores podem rever e reorganizar novos dados de conhecimento, incorporando novas situações, auxiliando e revendo a prática de alfabetização de adultos, pois a possibilidade de escrever, aprender está muito ligada ao valor que a proposta tem para cada sujeito estudante que busca o ensino da EJA. Sabemos que cada um aprende no seu ritmo, a partir de atividades coletivas se desencadeiam ações individuais.
Oferecer aos alunos atividades que os encorajem e incentivem a trabalhar dentro de suas possibilidades, encorajar as habilidades na qual tem papel determinante na construção da autonomia. Utilizar técnicas diferenciadas dentro dos conteúdos propostos, assim como a avaliação que dentro do processo deve ser vista como um todo, os dados coletados pelo professor na observação auxiliam na avaliação.
Nunca devemos esquecer em considerar o saber intelectual dos adultos, os conhecimentos que a escola não pode desconsiderar. Valorizar os saberes na prática pedagógica, entendendo que os adultos operam cognitivamente e não são meios de depósitos para informações, assim como para com as crianças há etapas de desenvolvimento para os adultos analfabetos também e, para que estas aconteçam, a progressão das etapas dependerá de construções efetivas a partir de desafios, informações e relação com o meio, percebendo a construção social do código escrito, apropriando-se dele, para assim perceber as relações no mundo. 

 Referências:

HARA, Regina.Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.
 
Vídeos sugeridos:
 
 https://www.youtube.com/watch?v=zMHa3lWcfnk&feature=youtu.be
 https://www.youtube.com/watch?v=FFNxaPxsV0U&feature=youtu.be
 https://www.youtube.com/watch?v=TJj-53u3Wdk&feature=youtu.be
 https://www.youtube.com/watch?v=UBGtdfYz7ks&feature=youtu.be
 https://www.youtube.com/watch?v=6jwXf7udfKg&feature=youtu.be

 

sábado, 9 de junho de 2018


Didática, Planejamento e Avaliação
Síntese das reflexões a partir da teoria de Rays.

“Escola e realidade social”

De acordo com a leitura realizada, entendo que a ação pedagógica deverá ser realizada a partir da realidade sociocultural dos alunos, com isso, penso que estes enxergam a escola como um espaço que oportuniza momentos para a realização de atividades diferenciadas, criando expectativas ao momento de vivenciar as novidades. Os professores, então, devem conhecer a realidade do aluno e pesquisar sobre os centros de interesse, contemplando as aprendizagens como um todo, sem separação, compartimentos ou matérias. Os alunos devem ser capazes de relacionar seus conhecimentos com seu cotidiano.
No dia a dia, os professores levam para a sala de aula, conteúdos programados, que julgam importantes. Muitas vezes o interesse do aluno não é levado em conta, sendo que, quando o professor lança mão dos projetos, este consegue trabalhar com maior objetividade, contemplando diversidade e interesse dos alunos.

“Retrato sociocultural do educando”

Entendo que o planejamento do ensino deverá estar relacionado ao retrato sociocultural do educando, que reflete seu mundo social e cultural, sua história e suas inquietações. O processo de aprendizagem é um fenômeno internalizado e, sem o auxílio do próprio aluno, torna-se mais trabalhoso ao educador determinar a atividade didática mais adequada para a área de conhecimento em estudo e para aqueles que intentam assimilá-las.
Acredito que devemos conhecer nossos alunos, pois cada um é diferente, possuindo assim, necessidades diferenciadas, sendo que o próprio aluno é quem sabe de suas limitações e inquietudes. Com isso, o professor precisa olhar e ouvir seu aluno para organizar seu planejamento. Ao realizar entrevistas com os alunos e seus familiares podemos conhecê-los melhor e saber da realidade de cada um e o que fazer para auxiliar no processo ensino-aprendizagem.

“Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”

Todo objetivo de ensino aprendizagem deve proporcionar meios para a formação do homem crítico e criativo, independente e competente, que domine conhecimentos que propicie a assimilação crítica e consciente da ciência e sua função social.
A partir da sondagem podemos ter uma boa ideia sobre as expectativas dos alunos com relação ao ensino. Esse procedimento nos possibilita acrescentar e adaptar o PPP, que é flexível. Através dos projetos oportunizamos aos alunos desenvolver atividades diferenciadas. O professor, como mediador, auxilia para que os alunos desenvolvam o assunto escolhido para trabalhar. Após a realização do projeto, é organizada uma feira para a exposição dos trabalhos produzidos.

“Procedimentos de ensino aprendizagem”

Para desenvolver os conteúdos de ensino, o educador conta com a participação dos alunos, que podem auxiliar o professor no planejamento das atividades de ensino aprendizagem, pois estes são os principais interessados nesta busca e, redescoberta de novos conteúdos, bem como as atividades de aprendizagem não são simplesmente à reprodução de conhecimentos, memorizar/repetir, e, sim, no sentido da sua redescoberta ou redefinição. Ao mesmo tempo que o professor segue  o planejamento da escola, este pode abordar e trabalhar em sala de aula os assuntos de forma diferenciada. Utilizar recursos e mudar sua postura pode ser a base para o aprimoramento do ensino atualmente, contando com a importante participação dos alunos, que são capazes e possuem criatividade para sugerir e direcionar o que lhes é mediado, cabendo ao professor ouvi-los e colocar em prática suas ideias.  

 “Avaliação da Aprendizagem”

Entendo que a avaliação não deva ter como função principal classificar o aluno através de notas, e sim ser um elemento que contribua com o professor, no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, avaliar com finalidades seletivas, vai de encontro a caminhos contrários aos trabalhos pedagógicos que visam formação e qualidade. Devemos ter para com a avaliação, a ideia de rever nossa atuação pedagógica, entendendo, através das atividades que estão sendo desenvolvidas, se estamos contemplando as expectativas dos alunos, pois a partir da reação deles, podemos avaliar se aula foi satisfatória e, ao mesmo tempo, atrativa. Assim, saberemos se o objetivo proposto foi atingido, através da execução de práticas e aulas que tornem os alunos sujeitos reflexivos e questionadores.
Acredito que o professor deva redirecionar a prática da avaliação, pois a escola relaciona este conceito com promoção, classificando aqueles que atingem notas mais altas, sendo que o aluno é o foco principal e, a avaliação deve auxiliar no desenvolvimento dos alunos como um todo.


Referência:


RAYS, Oswaldo Alonso. PLANEJAMENTO DE ENSINO: um ato político pedagógico. Acesso: 14 de maio de 2018. http://docplayer.com.br/44432082-Planejamento-de-ensino-um-ato-politico-pedagogico1.html