Didática, Planejamento e Avaliação
Síntese das reflexões a partir da teoria de Rays.
“Escola
e realidade social”
De
acordo com a leitura realizada, entendo que a ação pedagógica deverá ser
realizada a partir da realidade sociocultural dos alunos, com isso, penso que
estes enxergam a escola como um espaço que oportuniza momentos para a
realização de atividades diferenciadas, criando expectativas ao momento de
vivenciar as novidades. Os professores, então, devem conhecer a realidade do
aluno e pesquisar sobre os centros de interesse, contemplando as aprendizagens
como um todo, sem separação, compartimentos ou matérias. Os alunos devem ser
capazes de relacionar seus conhecimentos com seu cotidiano.
No
dia a dia, os professores levam para a sala de aula, conteúdos programados, que
julgam importantes. Muitas vezes o interesse do aluno não é levado em conta,
sendo que, quando o professor lança mão dos projetos, este consegue trabalhar
com maior objetividade, contemplando diversidade e interesse dos alunos.
“Retrato
sociocultural do educando”
Entendo
que o planejamento do ensino deverá estar relacionado ao retrato sociocultural
do educando, que reflete seu mundo social e cultural, sua história e suas
inquietações. O processo de aprendizagem é um fenômeno internalizado e, sem o
auxílio do próprio aluno, torna-se mais trabalhoso ao educador determinar a
atividade didática mais adequada para a área de conhecimento em estudo e para
aqueles que intentam assimilá-las.
Acredito
que devemos conhecer nossos alunos, pois cada um é diferente, possuindo assim,
necessidades diferenciadas, sendo que o próprio aluno é quem sabe de suas
limitações e inquietudes. Com isso, o professor precisa olhar e ouvir seu aluno
para organizar seu planejamento. Ao realizar entrevistas com os alunos e seus
familiares podemos conhecê-los melhor e saber da realidade de cada um e o que
fazer para auxiliar no processo ensino-aprendizagem.
“Objetivos
de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”
Todo
objetivo de ensino aprendizagem deve proporcionar meios para a formação do
homem crítico e criativo, independente e competente, que domine conhecimentos
que propicie a assimilação crítica e consciente da ciência e sua função social.
A
partir da sondagem podemos ter uma boa ideia sobre as expectativas dos alunos
com relação ao ensino. Esse procedimento nos possibilita acrescentar e adaptar
o PPP, que é flexível. Através dos projetos oportunizamos aos alunos
desenvolver atividades diferenciadas. O professor, como mediador, auxilia para
que os alunos desenvolvam o assunto escolhido para trabalhar. Após a realização
do projeto, é organizada uma feira para a exposição dos trabalhos produzidos.
“Procedimentos
de ensino aprendizagem”
Para
desenvolver os conteúdos de ensino, o educador conta com a participação dos
alunos, que podem auxiliar o professor no planejamento das atividades de
ensino aprendizagem, pois estes são os principais interessados nesta busca e,
redescoberta de novos conteúdos, bem como as atividades de aprendizagem não são
simplesmente à reprodução de conhecimentos, memorizar/repetir, e, sim, no sentido
da sua redescoberta ou redefinição. Ao mesmo tempo que o professor segue o planejamento da escola, este pode abordar e
trabalhar em sala de aula os assuntos de forma diferenciada. Utilizar recursos
e mudar sua postura pode ser a base para o aprimoramento do ensino atualmente,
contando com a importante participação dos alunos, que são capazes e possuem
criatividade para sugerir e direcionar o que lhes é mediado, cabendo ao
professor ouvi-los e colocar em prática suas ideias.
“Avaliação da Aprendizagem”
Entendo
que a avaliação não deva ter como função principal classificar o aluno através
de notas, e sim ser um elemento que contribua com o professor, no
desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, avaliar com finalidades seletivas,
vai de encontro a caminhos contrários aos trabalhos pedagógicos que visam
formação e qualidade. Devemos ter para com a avaliação, a ideia de rever nossa
atuação pedagógica, entendendo, através das atividades que estão sendo
desenvolvidas, se estamos contemplando as expectativas dos alunos, pois a
partir da reação deles, podemos avaliar se aula foi satisfatória e, ao mesmo
tempo, atrativa. Assim, saberemos se o objetivo proposto foi atingido, através
da execução de práticas e aulas que tornem os alunos sujeitos reflexivos e
questionadores.
Acredito
que o professor deva redirecionar a prática da avaliação, pois a escola
relaciona este conceito com promoção, classificando aqueles que atingem notas
mais altas, sendo que o aluno é o foco principal e, a avaliação deve auxiliar
no desenvolvimento dos alunos como um todo.
Referência:
RAYS,
Oswaldo Alonso. PLANEJAMENTO DE ENSINO: um ato político pedagógico. Acesso: 14
de maio de 2018. http://docplayer.com.br/44432082-Planejamento-de-ensino-um-ato-politico-pedagogico1.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário