terça-feira, 31 de julho de 2018


Marcas e práticas pedagógicas 


Pensando sobre os desafios e a importância que nós, professores, temos na vida de nossos alunos e, o quanto podemos contribuir para a constituição das “marcas”, a partir de práticas pedagógicas, que serão deixadas na vida de cada estudante que passa por nossa sala de aula, faço a seguinte reflexão: Ao decidir pelo magistério, essa, sempre foi minha “preocupação”. Deixar marcas...
Mas que marcas seriam essas? Em pouco tempo de docência já começava a descobrir o quão importante era a profissão escolhida.
Logo no início da carreira, a rotina me fez perceber que as melhores que eu poderia deixar em meus queridos alunos eram as que ficariam guardadas em sua memória, bem como as que os auxiliassem em sua formação ética e moral.  Os momentos em que “gerávamos, ou construíamos memórias” eram especiais.
Formar alunos livres de preconceito, questionadores e participativos sempre foi minha intenção. Auxiliar e estimular a interação social, a criatividade e, acima de tudo a responsabilidade nesses sujeitos que se tornariam futuros cidadãos, com direitos e deveres a serem cumpridos, agindo ativamente no mundo, porém que fossem questionadores, pois as grandes descobertas não partem das respostas, e sim das perguntas. Acredito que tenha atingido o objetivo proposto, senão com todos que passaram pela minha sala de aula, mas com a grande maioria.
Passados dezesseis anos, desde o início, é com satisfação que encontro muitos alunos e vejo que se tornaram pessoas de bem, muitos pais e mães de família, que ao me encontrar relembram com carinho e manifestam saudade dos tempos de escola. É gratificante.
Assim, penso que cada criança é como um casulo prestes a transformar-se em uma linda borboleta, encantando a todos com seu voo e suas lindas cores. A imaginação e a criatividade estão ali, em alguns, adormecidos, estagnados por uma rotina de “copia e realiza, olha e faz, não pensa, executa”.
Aos poucos, com o olhar atento e estímulo do professor, esses alunos poderão sentir-se seguros e à vontade para expor sua criatividade, suas ideias irão sendo colocadas em prática. Acredito que, pensando no aluno e, no melhor para ele, o professor consiga fazer a diferença em sua vida escolar.
Pensar em atividades que desenvolvam a autonomia e criatividade do aluno também é muito importante. Confesso que após ter ingressado no curso de pedagogia, minhas práticas e concepções mudaram muito, para melhor, em relação às atividades que desenvolvo com meus alunos. As mudanças foram significativas. Procuro a partir das leituras ofertadas para estudo, colocar em prática aquelas que despertam a curiosidade, estimulando e fomentando a vontade em querer saber mais sobre o que está sendo estudado, manter o diálogo e troca de experiências. Me coloco na posição de aprendiz e ouvinte, não ficando apenas na posição de detentor do conhecimento. Atividades que envolvam a família são muito importantes, a escola como extensão da casa e vice-versa.

 



Escolas Democráticas

Reflexão
 A importância de repensarmos antigas práticas 



 












Muitos foram os questionamentos e reflexões que envolvem esta temática, as leituras, de suma importância, contribuem para a escrita, nos auxiliam na compreensão, bem como nos instigam, provocam, estimulam e transformam nossa metodologia. Antigas práticas começam a ser repensadas.
Relacionando o vídeo que foi apresentado na aula da interdisciplina do seminário integrador, eixo VII, este nos mostra claramente a rotina de uma escola tradicional, onde o tempo é marcado a partir do sinal sonoro, limitando a aprendizagem apenas aquele momento da aula, exemplificando o sistema tradicional de ensino por períodos, onde o professor ensina e o aluno aprende, não há trocas. Outro fator determinante e, que me chamou muito a atenção, é a ausência do lúdico e da imaginação, que estão distantes da realidade escolar, o interesse do aluno também é desconsiderado, em função do sistema tradicional, assim como o conteúdo pouco atrativo, sem ligação com a realidade. Ao assistir o vídeo, tomo por reflexão à questão da Escola democrática e, do Autoritarismo.
Conforme Fernando Becker, Jean Piaget e Lino de Macedo em: Desenvolvimento e Aprendizagem e O Construtivismo e sua função educacional, levaram-me a profunda reflexão, quando afirmam que: o desenvolvimento é um processo que se relaciona com a totalidade de estruturas do conhecimento, ainda, que a aprendizagem apresenta o oposto, é provocada por situações, por um experimentador psicológico (professor), é oposta ao que é espontâneo, com isso, entendo que o professor em sala de aula é um grande estimulador e facilitador da aprendizagem, devendo dar oportunidades ao aluno para que exponham suas ideias, aguçando a curiosidade em momentos de pesquisa, de busca pelo conhecimento, estímulo e troca de saberes, pois o professor não é o detentor do conhecimento (AUTORITARISMO), compreender que na sala de aula os alunos também ensinam e, o professor sempre aprende com eles. O autor, ainda enfatiza que, para que conheçamos um objeto é necessário agir sobre ele, ou seja, deixar que os alunos fiquem livres, dando a chance ao professor de conhecer e entender suas dificuldades e limitações, bem como suas habilidades e particularidades, pois o autor nos diz que: conhecer é modificar, transformar, transformar o objeto, compreendendo o processo dessa transformação e, consequentemente, compreender o modo como o objeto é construído.
 Lino de Macedo, estudioso da teoria de Piaget e suas aplicações escolares ou pedagógicas, nos afirma que o Construtivismo valoriza as ações, enquanto operações do sujeito que conhece, ainda, que uma boa aula não construtivista pede o silêncio e a contemplação dos alunos (ouvintes) para que o professor (conferencista) possa extasiá-los com seus conhecimentos e sabedoria, (AUTORITARISMO).
 Fernando Becker, em um de seus vídeos, nos traz grande reflexão sobre a construção do conhecimento e as aulas auditório/laboratório, bem como a preocupação que nós, professores, devemos ter com a construção do conhecimento e aprendizagem dos nossos alunos, excluindo das nossas práticas as aulas auditório, onde os alunos simplesmente copiam e repetem, onde existe a “pura exposição do educador”. Nas aulas auditório, se transmite o que já se sabe, o que já foi conquistado, estas, banalizam as metodologias científicas, pois desconhecem como a ciência se produz em conhecimentos novos e pensa que está tudo resolvido, a partir desta prática.
Já com as aulas laboratório é o contrário, se exerce a experimentação, se formula hipóteses, a sala de aula tem que ser inovadora, tirando o aluno da inércia e do tédio, pois a invenção se faz em laboratório, não podemos, dentro de tantas possibilidades, reduzir tudo a copiar e repetir, Piaget dizia: inventar, não apenas copiar. Segundo Piaget e Freire, devemos nos atentar aos verbos de altíssima significação, e promover atividades que busquem alcançar esses significados, como: interagir, indagar, experimentar, testar, ultrapassar limites, perguntar, refletir, construir, inventar... Ainda, que as escolas trabalhem e promovam atividades que envolvam a espontaneidade da criança e do adolescente fora da sala de aula, ação não é ação comandada (ESCOLA DEMOCRÁTICA).
O autor ainda faz referências às Epistemologias do Senso Comum, a concepção de conhecimento, parar para pensar a respeito. Os três modelos básicos são: Apriorismo- é inteligente, tem talento (nasceu assim), espera-se o processo de maturidade. Empirismo- o professor comanda e o aluno é o comandado. Construtivismo- pedagogia da relação, A escola como laboratório e menos auditório.

Referências Bibliográficas

PIAGET, Jean. Development and learning. In LAVATTELLY, C. S. e STENDLER, F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace Janovich, 1972. (Trad.: Paulo F. Slomp, prof.FACED/UFRGS. Revisão: Fernando Becker, PPGEdu-UFRGS).

Links dos vídeos escolhidos.  
Entrevista com Lino de Macedo


segunda-feira, 2 de julho de 2018


 Didática, Planejamento e Avaliação


Pensando na importância de trabalhar com nossos alunos questões de respeito e diversidade, compartilho aqui uma atividade que pode favorecer a reflexão sobre o tema.


 
Contação de história - “EU NÃO SOU COMO OS OUTROS”

Turma: 2º ano

 Justificativa
 
Escolhemos trabalhar com esta história pensando na importância e necessidade de reforçar em nossos alunos o entendimento e reflexão sobre questões relacionadas às diferenças, diversidade, preconceito e respeito ao próximo. Sabemos que este tema é importante e deve ser trabalhado desde muito cedo.

Objetivo geral

Valorizando as questões mencionadas, esperamos que as crianças aprendam a lidar com as diferenças e não tenham preconceito, tenham bom relacionamento interpessoal, socializando e interagindo, nos diferentes ambientes da sociedade.

Objetivos específicos

*Valorizar a importância da convivência entre as pessoas;
*Desenvolver o respeito pelas diferenças físicas e emocionais;
*Estimular a convivência harmoniosa entre os alunos e seus grupos;
*Reconhecer que cada pessoa tem seu modo de ser;
*Desenvolver a linguagem oral e escrita;
*Formular hipóteses sobre o tema da aula;
*Desenvolver atitudes de interação, colaboração e troca de experiência em grupo.

Desenvolvimento:

 * Hora do conto com o livro: Eu não sou como os outros
 * Troca de ideias: Todos somos iguais? 

 Registro de atividade 1
 Como sou visto pelos outros?

Em duplas, os alunos deverão observar os detalhes físicos de seus colegas, desenhar o retrato do parceiro. Após, socializar com a turma os desenhos. Neste momento os alunos deverão observar semelhanças entre os desenhos (olhos, cabelos, nariz, etc.).

 Registro de atividade 2
 Gosto de:

Os alunos deverão desenhar/escrever o que mais gostam. Com base nos gostos dos alunos, observar que apesar das semelhanças todos somos diferentes.