Escolas Democráticas
Reflexão
A importância de repensarmos antigas práticas
Muitos foram os
questionamentos e reflexões que envolvem esta temática, as leituras, de suma
importância, contribuem para a escrita, nos auxiliam na compreensão, bem como
nos instigam, provocam, estimulam e transformam nossa metodologia. Antigas
práticas começam a ser repensadas.
Relacionando o vídeo que
foi apresentado na aula da interdisciplina do seminário integrador, eixo VII,
este nos mostra claramente a rotina de uma escola tradicional, onde o tempo é
marcado a partir do sinal sonoro, limitando a aprendizagem apenas aquele
momento da aula, exemplificando o sistema tradicional de ensino por períodos,
onde o professor ensina e o aluno aprende, não há trocas. Outro fator
determinante e, que me chamou muito a atenção, é a ausência do lúdico e da
imaginação, que estão distantes da realidade escolar, o interesse do aluno
também é desconsiderado, em função do sistema tradicional, assim como o
conteúdo pouco atrativo, sem ligação com a realidade. Ao assistir o vídeo, tomo
por reflexão à questão da Escola democrática e, do Autoritarismo.
Conforme Fernando
Becker, Jean Piaget e Lino de Macedo em: Desenvolvimento e Aprendizagem e O
Construtivismo e sua função educacional, levaram-me a profunda reflexão, quando
afirmam que: o desenvolvimento é um processo que se relaciona com a totalidade
de estruturas do conhecimento, ainda, que a aprendizagem apresenta o oposto, é
provocada por situações, por um experimentador psicológico (professor), é
oposta ao que é espontâneo, com isso, entendo que o professor em sala de aula é
um grande estimulador e facilitador da aprendizagem, devendo dar oportunidades
ao aluno para que exponham suas ideias, aguçando a curiosidade em momentos de
pesquisa, de busca pelo conhecimento, estímulo e troca de saberes, pois o
professor não é o detentor do conhecimento (AUTORITARISMO), compreender que na
sala de aula os alunos também ensinam e, o professor sempre aprende com eles. O
autor, ainda enfatiza que, para que conheçamos um objeto é necessário agir
sobre ele, ou seja, deixar que os alunos fiquem livres, dando a chance ao
professor de conhecer e entender suas dificuldades e limitações, bem como suas
habilidades e particularidades, pois o autor nos diz que: conhecer é modificar,
transformar, transformar o objeto, compreendendo o processo dessa transformação
e, consequentemente, compreender o modo como o objeto é construído.
Lino de Macedo, estudioso da teoria de Piaget
e suas aplicações escolares ou pedagógicas, nos afirma que o Construtivismo
valoriza as ações, enquanto operações do sujeito que conhece, ainda, que uma
boa aula não construtivista pede o silêncio e a contemplação dos alunos
(ouvintes) para que o professor (conferencista) possa extasiá-los com seus
conhecimentos e sabedoria, (AUTORITARISMO).
Fernando Becker, em um de seus vídeos, nos
traz grande reflexão sobre a construção do conhecimento e as aulas
auditório/laboratório, bem como a preocupação que nós, professores, devemos ter
com a construção do conhecimento e aprendizagem dos nossos alunos, excluindo
das nossas práticas as aulas auditório, onde os alunos simplesmente copiam e
repetem, onde existe a “pura exposição do educador”. Nas aulas auditório, se
transmite o que já se sabe, o que já foi conquistado, estas, banalizam as
metodologias científicas, pois desconhecem como a ciência se produz em
conhecimentos novos e pensa que está tudo resolvido, a partir desta prática.
Já com as aulas
laboratório é o contrário, se exerce a experimentação, se formula hipóteses, a
sala de aula tem que ser inovadora, tirando o aluno da inércia e do tédio, pois
a invenção se faz em laboratório, não podemos, dentro de tantas possibilidades,
reduzir tudo a copiar e repetir, Piaget dizia: inventar, não apenas copiar.
Segundo Piaget e Freire, devemos nos atentar aos verbos de altíssima
significação, e promover atividades que busquem alcançar esses significados,
como: interagir, indagar, experimentar, testar, ultrapassar limites, perguntar,
refletir, construir, inventar... Ainda, que as escolas trabalhem e promovam
atividades que envolvam a espontaneidade da criança e do adolescente fora da
sala de aula, ação não é ação comandada (ESCOLA DEMOCRÁTICA).
O autor ainda faz
referências às Epistemologias do Senso Comum, a concepção de conhecimento,
parar para pensar a respeito. Os três modelos básicos são: Apriorismo- é
inteligente, tem talento (nasceu assim), espera-se o processo de maturidade.
Empirismo- o professor comanda e o aluno é o comandado. Construtivismo-
pedagogia da relação, A escola como laboratório e menos auditório.
Referências
Bibliográficas
PIAGET, Jean. Development and learning. In LAVATTELLY, C. S. e STENDLER,
F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace
Janovich, 1972. (Trad.: Paulo F. Slomp, prof.FACED/UFRGS. Revisão: Fernando
Becker, PPGEdu-UFRGS).
Links dos vídeos escolhidos.
Entrevista com
Lino de Macedo



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