terça-feira, 31 de julho de 2018


Escolas Democráticas

Reflexão
 A importância de repensarmos antigas práticas 



 












Muitos foram os questionamentos e reflexões que envolvem esta temática, as leituras, de suma importância, contribuem para a escrita, nos auxiliam na compreensão, bem como nos instigam, provocam, estimulam e transformam nossa metodologia. Antigas práticas começam a ser repensadas.
Relacionando o vídeo que foi apresentado na aula da interdisciplina do seminário integrador, eixo VII, este nos mostra claramente a rotina de uma escola tradicional, onde o tempo é marcado a partir do sinal sonoro, limitando a aprendizagem apenas aquele momento da aula, exemplificando o sistema tradicional de ensino por períodos, onde o professor ensina e o aluno aprende, não há trocas. Outro fator determinante e, que me chamou muito a atenção, é a ausência do lúdico e da imaginação, que estão distantes da realidade escolar, o interesse do aluno também é desconsiderado, em função do sistema tradicional, assim como o conteúdo pouco atrativo, sem ligação com a realidade. Ao assistir o vídeo, tomo por reflexão à questão da Escola democrática e, do Autoritarismo.
Conforme Fernando Becker, Jean Piaget e Lino de Macedo em: Desenvolvimento e Aprendizagem e O Construtivismo e sua função educacional, levaram-me a profunda reflexão, quando afirmam que: o desenvolvimento é um processo que se relaciona com a totalidade de estruturas do conhecimento, ainda, que a aprendizagem apresenta o oposto, é provocada por situações, por um experimentador psicológico (professor), é oposta ao que é espontâneo, com isso, entendo que o professor em sala de aula é um grande estimulador e facilitador da aprendizagem, devendo dar oportunidades ao aluno para que exponham suas ideias, aguçando a curiosidade em momentos de pesquisa, de busca pelo conhecimento, estímulo e troca de saberes, pois o professor não é o detentor do conhecimento (AUTORITARISMO), compreender que na sala de aula os alunos também ensinam e, o professor sempre aprende com eles. O autor, ainda enfatiza que, para que conheçamos um objeto é necessário agir sobre ele, ou seja, deixar que os alunos fiquem livres, dando a chance ao professor de conhecer e entender suas dificuldades e limitações, bem como suas habilidades e particularidades, pois o autor nos diz que: conhecer é modificar, transformar, transformar o objeto, compreendendo o processo dessa transformação e, consequentemente, compreender o modo como o objeto é construído.
 Lino de Macedo, estudioso da teoria de Piaget e suas aplicações escolares ou pedagógicas, nos afirma que o Construtivismo valoriza as ações, enquanto operações do sujeito que conhece, ainda, que uma boa aula não construtivista pede o silêncio e a contemplação dos alunos (ouvintes) para que o professor (conferencista) possa extasiá-los com seus conhecimentos e sabedoria, (AUTORITARISMO).
 Fernando Becker, em um de seus vídeos, nos traz grande reflexão sobre a construção do conhecimento e as aulas auditório/laboratório, bem como a preocupação que nós, professores, devemos ter com a construção do conhecimento e aprendizagem dos nossos alunos, excluindo das nossas práticas as aulas auditório, onde os alunos simplesmente copiam e repetem, onde existe a “pura exposição do educador”. Nas aulas auditório, se transmite o que já se sabe, o que já foi conquistado, estas, banalizam as metodologias científicas, pois desconhecem como a ciência se produz em conhecimentos novos e pensa que está tudo resolvido, a partir desta prática.
Já com as aulas laboratório é o contrário, se exerce a experimentação, se formula hipóteses, a sala de aula tem que ser inovadora, tirando o aluno da inércia e do tédio, pois a invenção se faz em laboratório, não podemos, dentro de tantas possibilidades, reduzir tudo a copiar e repetir, Piaget dizia: inventar, não apenas copiar. Segundo Piaget e Freire, devemos nos atentar aos verbos de altíssima significação, e promover atividades que busquem alcançar esses significados, como: interagir, indagar, experimentar, testar, ultrapassar limites, perguntar, refletir, construir, inventar... Ainda, que as escolas trabalhem e promovam atividades que envolvam a espontaneidade da criança e do adolescente fora da sala de aula, ação não é ação comandada (ESCOLA DEMOCRÁTICA).
O autor ainda faz referências às Epistemologias do Senso Comum, a concepção de conhecimento, parar para pensar a respeito. Os três modelos básicos são: Apriorismo- é inteligente, tem talento (nasceu assim), espera-se o processo de maturidade. Empirismo- o professor comanda e o aluno é o comandado. Construtivismo- pedagogia da relação, A escola como laboratório e menos auditório.

Referências Bibliográficas

PIAGET, Jean. Development and learning. In LAVATTELLY, C. S. e STENDLER, F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace Janovich, 1972. (Trad.: Paulo F. Slomp, prof.FACED/UFRGS. Revisão: Fernando Becker, PPGEdu-UFRGS).

Links dos vídeos escolhidos.  
Entrevista com Lino de Macedo


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