Compartilho a atividade que realizei na interdisciplina de Filosofia da Educação. Importante contribuição para nós, professores, a partir da leitura e síntese da obra de Paulo Freire, intitulada: À Sombra Desta Mangueira.
A obra traz uma visão
explícita do mundo, da política e valores. A importância da educação como
formadora e transformadora. Inovações tecnológicas, injustiças, crise
econômica, contradições políticas, a vida pessoal e os caminhos a serem
percorridos também estão presentes. Freire nos traz importante reflexão sobre o
capitalismo e o consumismo desenfreado que leva as pessoas a substituírem
felicidades gratuitas por felicidades compradas. Sua necessidade inerente ao
ser humano, a dialogicidade, que para o autor é curiosidade e inquietação, uma
educação pautada e fundada no diálogo, que se dá numa relação de humildade,
encontro e confiança. O autor nos diz que o sujeito que pergunta sabe a razão
porque o fez.
A experiência
dialógica é fundamental para a construção da curiosidade epistemológica, o
autor afirma que sem ela não há comunicação, tornando-a essencial, principalmente
aos professores, que fazem uso da comunicação, pois sem a curiosidade que nos
torna seres em permanente disponibilidade à indagação não haveria à atividade
gnosiológica (teoria geral do conhecimento), expressão concreta de nossa
possibilidade de conhecer, nos diz ainda, que dialogar não é tagarelar, os
alunos aprendem com a fala do professor, não “comem” simplesmente
discursos.
O autor ainda traz
sua visão quanto ao reconhecimento que os indivíduos fazem do mundo, a
percepção que devemos ter em relação ao que nos rodeia e podemos transformar, a
partir da avaliação e da busca percebida como necessária, pois a curiosidade
nos impulsiona ao conhecimento que diante do contexto pode vir a tornar-se
epistemológica, sendo que o contexto apropriado para o exercício da curiosidade
é o teórico.
Para com a visão do
professor progressista, o autor indica que é preciso desafiar a curiosidade
ingênua do educando para com ele partejar a criticidade. O educador pragmático
reacionário entende que não há porque desafiar o aluno, apenas depositar
conteúdos. Com a visão tecnicista o treinamento instrumental do educando
considera que não há antagonismo nos interesses, é tudo “mais ou menos igual”.
Na educação bancária, ignora a capacidade e a inteligência de julgar e criar
dos professores, que precisam ser respeitados, pagos com decência, chamados à
discussão de seus problemas e dos problemas locais, regionais e nacionais,
embutidos na problemática nacional, não podendo ser diminuídos.
https://pt.slideshare.net/marcaocampos/freire-paulo-a-sombra-desta-mangueira
https://joserosafilho.wordpress.com/2015/07/29/a-sombra-desta-mangueira/
http://dowbor.org/1995/01/prefacio-paulo-freire-a-sombra-desta-mangueira-2.html/
https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1349771


