
Refletindo...
Crocodilos
e avestruzes
“Triste época! É mais
fácil desintegrar um átomo do que um preconceito” (Albert Einstein). A partir
do pensamento de Einstein, e da leitura e vídeo indicados, fico me questionando
sobre as diversas formas de discriminação e preconceito sofridos em nossa
sociedade. Muitas vezes, os professores em sua condição, acabam a propagar
mitos, desenvolvendo preconceitos a respeito das pessoas com deficiência ou
necessidades especiais. Eu me enquadro nessa situação. Confesso que, após ter
ingressado no curso de pedagogia, muitos questionamentos e reflexões a cerca do
assunto me fizeram mudar de opinião, tendo um olhar diferenciado e cuidadoso
sobre esse assunto tão importante.
Muitas são as
dificuldades encontradas pelos deficientes, como exemplo, a Generalização
indevida, em que os outros veem um cego, por exemplo, como portador de uma
deficiência total. A leitura indicada traz o exemplo do escritor francês
Chevigny, que ficou cego e, em um determinado encontro, perguntaram ao seu
acompanhante se o seu chá deveria ser com, ou sem açúcar, relacionando o fato
da cegueira à surdez.
Outro fator que nos
chama a atenção é o uso frequente da “lógica” ou “correlação linear”, em que se
cria a expectativa de acreditar que todos os cegos são excelentes músicos, ou
ainda pelo contágio osmótico, medo (pavor) da “contaminação” pelo convívio com
uma pessoa com determinada deficiência. Situações que muitas vezes acontecem
dentro das escolas, onde os pais tem medo de deixar os filhos se relacionarem
com colegas que “babam”, por pensarem que sua deficiência pode ser contagiosa.
Essa questão pode ser entendida como características das “barreiras
atitudinais”, onde o preconceito é formado anterior às nossas experiências ou
conhecimentos de determinados assuntos, pois nosso universo é lotado de
estereótipos, como os programas de televisão, que sobrevivem graças à
exploração da questão aqui mencionada.
Pensando
em “amenizar o incômodo” que a presença das pessoas com algum tipo de deficiência
nos causa, utilizamos mecanismos de defesa, conceito já inicialmente formulado
por Freud, onde faz-se o uso de técnicas ou estratégias para manter o equilíbrio,
eliminar fontes de insegurança, perigo ou tensão, quando por alguma razão não
está sendo possível lidar com a realidade. Como avestruz, enfiamos a cabeça na
areia para não ver o que não queremos ou não podemos.
Frente
a uma diferença significativa do outro ou nossa rejeição a ela, tensão ou
ansiedade, uma das possibilidades é o acionamento do mecanismo de defesa da
negação, assim como “roupagens” específicas como a compensação, em que dizemos,
por exemplo, que: É paralítico, mas tão inteligente. Pode-se também negar pela
atenuação, onde mencionamos que podia ser pior: não tem uma perna, podia não
ter as duas. Já com a assimilação, negamos literalmente a diferença. É cego,
mas é como se não fosse, é homossexual, mas não parece.
A
fim de compreender os três conceitos estudados, entendo que a Deficiência é
relativa à alteração do corpo ou deficiência física, órgão ou função. A
Incapacidade é a restrição de atividades em decorrência de uma deficiência, a Desvantagem
está relacionada a prejuízos devido a sua deficiência ou incapacidade, a
adaptação do indivíduo e a interação dele com o meio.
Para
contribuir com a inclusão dessas pessoas na escola regular, penso que, devemos
estudar e descobrir mais sobre o assunto. Acredito que a falta de conhecimento
seja a grande causa da discriminação e do preconceito. Outro fator fundamental
é enxergar as pessoas com deficiência como seres humanos, que têm direito à
educação e, uma educação de qualidade. Entendo que é preciso uma reorganização
do sistema, para que seja ofertada a referida educação de qualidade e
igualitária. Penso, ainda, que com união, conhecimento e a quebra de muitos
mitos, como exemplo “crocodilos e avestruzes”, onde para com os crocodilos
podemos caracterizar como: preconceito, estereótipo e estigma. Já com a
classificação avestruz, podemos dizer que: enfiamos a cabeça na areia para não
ver o que não queremos ou não podemos. A partir da reflexão e mudanças efetivas
desses questionamentos, é possível que esta feliz realidade esteja próxima.
Link do vídeo.
https://www.youtube.com/watch?v=RN7WMDSdQKI

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