sábado, 14 de outubro de 2017

REFLETINDO...



Se professor depois dos 40
“Não achei que eu pudesse aprender algo depois de velha.”
                                                          Marisa Martins Ferreira

Escolhi a matéria da Revista Nova Escola, do mês de setembro do ano de 2017 para falar sobre preconceito e diversidade.

 
 



 
O tema da reportagem aborda os desafios que os estudantes encontram quando resolvem voltar às salas de aula após os 40 anos, abraçando a carreira docente ou outra profissão.
Neste caso específico da reportagem, a família Ferreira, de Campinas, interior de São Paulo, encarou o desafio e decidiu que retornariam para a sala de aula. O pai, com 62 anos, a mãe com 56 e a filha com 38, se matricularam no curso de pedagogia e, juntos cursaram a faculdade.
O pai, Jaciro, conta que sofreu preconceito duplo, por ser o mais velho e o único homem no meio de 130 mulheres. Relata que uma colega chegou a dizer que pessoas velhas como ele e a esposa não deveriam querer se formar professores na idade em que se encontravam.
O pai foi o grande incentivador da família, já que é pastor e fez curso livre de Teologia na escola da igreja que frequentava. “Me incomodava ser um pastor, que aconselhava e ensinava  os outros sem ter terminado os estudos”, dizia ele. Voltou então para a escola, na educação de Jovens e Adultos (EJA), levando a esposa e a filha mais velha.
Superando o preconceito, Marisa começou a trabalhar em uma escola da rede municipal de Campinas, como voluntária do programa Mais Educação. Suas aulas de reforço ajudam o mesmo grupo de alunos com dificuldades do qual ela fazia parte, na década de 1970.

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