Se
professor depois dos 40
“Não
achei que eu pudesse aprender algo depois de velha.”
Marisa
Martins Ferreira
Escolhi
a matéria da Revista Nova Escola, do mês de setembro do ano de 2017 para falar
sobre preconceito e diversidade.
O
tema da reportagem aborda os desafios que os estudantes encontram quando
resolvem voltar às salas de aula após os 40 anos, abraçando a carreira docente
ou outra profissão.
Neste
caso específico da reportagem, a família Ferreira, de Campinas, interior de São
Paulo, encarou o desafio e decidiu que retornariam para a sala de aula. O pai,
com 62 anos, a mãe com 56 e a filha com 38, se matricularam no curso de
pedagogia e, juntos cursaram a faculdade.
O
pai, Jaciro, conta que sofreu preconceito duplo, por ser o mais velho e o único
homem no meio de 130 mulheres. Relata que uma colega chegou a dizer que pessoas
velhas como ele e a esposa não deveriam querer se formar professores na idade
em que se encontravam.
O
pai foi o grande incentivador da família, já que é pastor e fez curso livre de
Teologia na escola da igreja que frequentava. “Me incomodava ser um pastor, que
aconselhava e ensinava os outros sem ter
terminado os estudos”, dizia ele. Voltou então para a escola, na educação de
Jovens e Adultos (EJA), levando a esposa e a filha mais velha.
Superando
o preconceito, Marisa começou a trabalhar em uma escola da rede municipal de
Campinas, como voluntária do programa Mais Educação. Suas aulas de reforço
ajudam o mesmo grupo de alunos com dificuldades do qual ela fazia parte, na década
de 1970.



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