sábado, 13 de outubro de 2018




Pensando no estágio... Parte II




Depois de ter passado por momentos de reflexão, medo e insegurança, mesmo já atuando na área e, conhecendo o dia a dia e a rotina de uma sala de aula, acredito que neste momento estes sentimentos ocorrem naturalmente, pois estou chegando à fase final da graduação, realizarei o estágio e, em seguida, a construção do TCC, que por ser “um mito”, já começa a me preocupar... Será mesmo que serei mais uma estudante a entrar para a lista de alunos “surtados” com este impiedoso e malvado? Bom, creio que sim! Porém, ao mesmo tempo em que estes sentimentos e preocupações estão povoando minha mente, acredito em mim, na minha persistência e força de vontade, assim como, na vontade em querer aprender mais. Busquei esta formação para minha realização pessoal, mas, principalmente profissional. Acredito que é possível mudar o rumo do ensino e da educação, buscando alternativas, pensando nos alunos e o quanto é possível fazer a diferença em sua vida escolar, tornando-os sujeitos pensantes e ativos dentro da sociedade em que estão inseridos.
Após o primeiro encontro, para tratar do estágio, muitas dúvidas foram sanadas, outras surgiram, o que já era esperado... Minhas colegas de escola e universidade, Anna Gomes, Lu Lopa e eu, seremos orientadas pela professora Darli Collares, o que nos deixou muito contentes. Esta professora acompanha nossa trajetória e caminhada desde o primeiro semestre, nos conhece e sabe de nossos anseios. Na primeira reunião de estágio, já nos deu muitas dicas preciosas, nesta primeira semana de estágio tem nos dado apoio e atenção, o que é muito importante para nós! Ter uma professora assim nos motiva a querer dar o nosso melhor, sempre, nos incentiva a ser cada vez melhores.








Neste semestre a escrita e construção do texto para o workshop aconteceram de forma diferenciada. Escrevi meu texto na sala de aula da universidade. Confesso que essa mudança na escrita do documento gerou uma preocupação diferente. Assim como nos outros semestres, a ansiedade foi grande.
Quando se aproxima a data para a realização do tão esperado workshop de avaliação, acontece uma mistura de sentimentos, pois é nesse momento que podemos colocar e explicitar através da escrita e apresentação, nossas aprendizagens, construções e inquietações ocorridas ao longo do semestre, pois, ao refletir sobre o processo, entendo que tudo está interligado, todas as questões que penso estarem definidas, solucionadas, podem apresentar mudanças a partir do estudo e investigação, novas práticas e conceitos entram em ação, me fazendo, novamente, buscar por alternativas e métodos que possam auxiliar na compreensão do cotidiano, das dúvidas e certezas que permeiam meus dias enquanto professora. Felizmente, a escrita fluiu e as ideias foram se organizando na minha mente, assim como, nas páginas que foram sendo recheadas de reflexões e construções de aprendizagens, ocorridas nestes meses.

domingo, 5 de agosto de 2018



Pensando no estágio...





Assim como os semestres anteriores e tudo que envolve esta graduação tem sido tão intensos desde o início, neste oitavo que está começando não poderia ser diferente, agora, o friozinho na barriga é ainda maior...
 Neste, irei encarar o estágio. Mesmo já estando em sala de aula, lecionando há dezesseis anos, sinto-me desafiada a colocar em prática tudo o que foi visto durante o curso, apesar de que a reflexão sobre a necessidade de inovar e “desacomodar-se” em relação ao que é trabalhado e a didática aplicada com os alunos, vem acontecendo há tempos.
Mudar, incentivar, ser um facilitador e mediador de conhecimentos é o objetivo neste semestre e nos outros que virão durante minha trajetória como professora. Porém, enquanto estudante do curso de pedagogia e, as vésperas de estar realizando este estágio penso se irei atingir os objetivos propostos, se haverá condições de aplicar com meus alunos tudo o que vou  planejar, se conseguirei utilizar os recursos que a escola dispõe. Acredito que seja normal ter dúvidas em relação ao que vem pela frente, mesmo já atuando na área. Por outro lado, penso que todo o esforço e empenho não foram em vão, se cheguei até aqui é porque terei condições de continuar e realizar um bom trabalho, fazer acontecer aquilo que de fato acredito, pois com o decorrer do curso tive a oportunidade de aprender muitas coisas novas e repensar outras, como antigas práticas e a necessidade da mudança e inovação, acompanhar e fazer uso da evolução e recursos tecnológicos, que muito tem a contribuir para o processo de ensino aprendizagem.
Enfim, espero que dê tudo certo e que este período venha somente a acrescentar positivamente quanto à aprendizagem, as descobertas e a relação professor/aluno, que eu possa estreitar os laços de amizade e afeto com eles, que seja um momento em que possamos gerar e guardar boas memórias.   







Refletindo sobre o semestre

Chegando ao final do VII semestre, e que semestre!
Quando paro para pensar que este curso está chegando à reta final, sinto um misto de emoções, nervosismo e ansiedade a mil, como no início. Muita alegria, mas também insegurança. Imagino como não será daqui para frente, enfrentando o estágio e o temido TCC.
Muitos foram os desafios até chegar aqui. Estudar à distância, como muitas pessoas pensam, não é nada fácil. Nosso curso, assim como outros, é regado a muitas leituras, atividades e reflexões, que são necessárias à nossa prática. Entendo que a partir desta metodologia estamos aprendendo e nos desacomodando frente aos desafios com os quais nos deparamos no dia a dia em nossa jornada como profissionais da educação, porém, confesso que tem sido complicado conciliar a vida pessoal, profissional e estudantil, mesmo sendo consciente da importância pela busca e aquisição de novos conhecimentos, que se tornam necessários a nossa profissão, mas, até aqui, tenho conseguido me manter firme, realizando as atividades propostas e acreditando que tudo dará certo.
A partir do estudo dos modelos pedagógicos e epistemológicos da educação, penso que não podemos nos acomodar enquanto educadores. É necessária a “inquietação”, a motivação e garra para poder transmitir da melhor forma possível tudo o que nos foi apresentado até agora. Penso que a teoria e os referenciais vistos até o momento, só terão sentido se forem colocados em prática na minha sala de aula, enquanto rotina de trabalho, para que eu possa, da melhor forma possível atingir as necessidades do meu aluno, os entendendo como pessoas e indivíduos diferentes que são, respeitando suas especificidades e particularidades, convivendo e aprendendo com eles, pois cabe a mim a tarefa de propiciar aos educandos momentos de construção das aprendizagens, das descobertas e as trocas, pois todo aquele que ensina também aprende, o professor não é o detentor do conhecimento, e sim um facilitador, mediador a partir das dúvidas e indagações que são trazidas pelos alunos.
Assim como acontece com minhas aulas na universidade, posso dizer que na escola com meus alunos nós vamos tecendo uma grande teia, compartilhando as dúvidas, buscando respostas, muitas vezes enfrentando a falta de condições, como materiais e recursos didáticos, contudo, acredito que seja possível fazer a diferença na vida escolar dessas crianças.




terça-feira, 31 de julho de 2018


Marcas e práticas pedagógicas 


Pensando sobre os desafios e a importância que nós, professores, temos na vida de nossos alunos e, o quanto podemos contribuir para a constituição das “marcas”, a partir de práticas pedagógicas, que serão deixadas na vida de cada estudante que passa por nossa sala de aula, faço a seguinte reflexão: Ao decidir pelo magistério, essa, sempre foi minha “preocupação”. Deixar marcas...
Mas que marcas seriam essas? Em pouco tempo de docência já começava a descobrir o quão importante era a profissão escolhida.
Logo no início da carreira, a rotina me fez perceber que as melhores que eu poderia deixar em meus queridos alunos eram as que ficariam guardadas em sua memória, bem como as que os auxiliassem em sua formação ética e moral.  Os momentos em que “gerávamos, ou construíamos memórias” eram especiais.
Formar alunos livres de preconceito, questionadores e participativos sempre foi minha intenção. Auxiliar e estimular a interação social, a criatividade e, acima de tudo a responsabilidade nesses sujeitos que se tornariam futuros cidadãos, com direitos e deveres a serem cumpridos, agindo ativamente no mundo, porém que fossem questionadores, pois as grandes descobertas não partem das respostas, e sim das perguntas. Acredito que tenha atingido o objetivo proposto, senão com todos que passaram pela minha sala de aula, mas com a grande maioria.
Passados dezesseis anos, desde o início, é com satisfação que encontro muitos alunos e vejo que se tornaram pessoas de bem, muitos pais e mães de família, que ao me encontrar relembram com carinho e manifestam saudade dos tempos de escola. É gratificante.
Assim, penso que cada criança é como um casulo prestes a transformar-se em uma linda borboleta, encantando a todos com seu voo e suas lindas cores. A imaginação e a criatividade estão ali, em alguns, adormecidos, estagnados por uma rotina de “copia e realiza, olha e faz, não pensa, executa”.
Aos poucos, com o olhar atento e estímulo do professor, esses alunos poderão sentir-se seguros e à vontade para expor sua criatividade, suas ideias irão sendo colocadas em prática. Acredito que, pensando no aluno e, no melhor para ele, o professor consiga fazer a diferença em sua vida escolar.
Pensar em atividades que desenvolvam a autonomia e criatividade do aluno também é muito importante. Confesso que após ter ingressado no curso de pedagogia, minhas práticas e concepções mudaram muito, para melhor, em relação às atividades que desenvolvo com meus alunos. As mudanças foram significativas. Procuro a partir das leituras ofertadas para estudo, colocar em prática aquelas que despertam a curiosidade, estimulando e fomentando a vontade em querer saber mais sobre o que está sendo estudado, manter o diálogo e troca de experiências. Me coloco na posição de aprendiz e ouvinte, não ficando apenas na posição de detentor do conhecimento. Atividades que envolvam a família são muito importantes, a escola como extensão da casa e vice-versa.