sexta-feira, 13 de maio de 2016


           Contato com uma nova linguagem

LIBRAS

A curiosidade foi despertada após a primeira aula da interdisciplina de Libras. Meu conhecimento é superficial sobre essa linguagem, não tenho contato com pessoas surdas e ainda não trabalhei com nenhum aluno surdo.  Sei que pessoas surdas se comunicam através de sinais, porém não sei reconhecer e entender a linguagem. Espero que essa disciplina nos auxilie e capacite a ter um mínimo conhecimento, pois para nós educadores, é de suma importância termos contato com a língua. Afinal, podemos ter a oportunidade de trabalhar com um aluno surdo.
Com isso, encontrei na biblioteca da escola em que trabalho, um livro muito interessante. Conta a história de um indiozinho que não sabia falar e comunicava-se por sinais.

Segue um breve resumo sobre a história e a foto de capa.


O livro conta com variadas e diferentes histórias. Dentre elas, a que mais me chamou a atenção foi: O guerreiro da paz. A história fala sobre o nascimento de um indiozinho, em plena noite de tempestades e trovões, onde estes cessaram quase que por encanto quando o indiozinho veio ao mundo. Seu nome era Txá, o menino foi escolhido para ser o futuro chefe de sua tribo, porém, o menino não falava, já era adulto e isso começou a intrigar os membros de sua tribo. Diziam que Txá falava a língua da natureza, pois vivia rodeado de pequenos animais, conversava com as plantas, com os amigos e com todos os bichos por meio de sinais. O tempo passou e o pai de Txá, Tiçara, preocupava-se. Um dia, jovens guerreiros da tribo de Txá, sem querer invadiram o território de uma tribo desconhecida. A invasão foi considerada uma provocação de guerra. Muitos guerreiros das duas tribos foram mortos e feridos. Tentaram por várias vezes a paz, porém as tribos falavam línguas diferentes, não tinham como fazer um acordo. Txá, então resolveu ir conversar com a tribo inimiga, pediu proteção e ajuda aos deuses. Gesticulando, chamou os animais da selva para que o acompanhassem, e eles apareceram de todos os lados. Os guerreiros inimigos, escondidos, assistiram à cena. Foram correndo avisar ao chefe que havia um feiticeiro na tribo inimiga, capaz de conversar com a natureza. Txá chegou ao território inimigo sem armas, sem pintura de guerra e acompanhado apenas dos animais da selva. Os guerreiros adversários ficaram paralisados. Txá, por meio de sinais, mostrou que os homens, os animais e toda a natureza são filhos da mesma terra, e por isso deveriam viver em paz e harmonia. Assim, falando a língua universal da natureza, conseguiu convencer os outros índios a tentarem a paz. Naquele mesmo dia, as duas tribos dançaram e comemoraram a paz em volta da fogueira. A tribo, compreendendo a importância de Txá e de sua língua para a tribo e para a paz dos povos da selva, pediu a seu povo que todos aprendessem a língua de Txá e que ele fosse, a partir daquele dia, o novo chefe da tribo. O chefe da paz.





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