Contato com uma nova linguagem
LIBRAS
A
curiosidade foi despertada após a primeira aula da interdisciplina de Libras.
Meu conhecimento é superficial sobre essa linguagem, não tenho contato com
pessoas surdas e ainda não trabalhei com nenhum aluno surdo. Sei que pessoas surdas se comunicam através
de sinais, porém não sei reconhecer e entender a linguagem. Espero que essa
disciplina nos auxilie e capacite a ter um mínimo conhecimento, pois para nós
educadores, é de suma importância termos contato com a língua. Afinal, podemos ter
a oportunidade de trabalhar com um aluno surdo.
Com isso,
encontrei na biblioteca da escola em que trabalho, um livro muito interessante.
Conta a história de um indiozinho que não sabia falar e comunicava-se por
sinais.
Segue um breve resumo sobre a história e a foto de capa.
O livro conta
com variadas e diferentes histórias. Dentre elas, a que mais me chamou a
atenção foi: O guerreiro da paz. A história fala sobre o nascimento de um
indiozinho, em plena noite de tempestades e trovões, onde estes cessaram quase
que por encanto quando o indiozinho veio ao mundo. Seu nome era Txá, o menino
foi escolhido para ser o futuro chefe de sua tribo, porém, o menino não falava,
já era adulto e isso começou a intrigar os membros de sua tribo. Diziam que Txá
falava a língua da natureza, pois vivia rodeado de pequenos animais, conversava
com as plantas, com os amigos e com todos os bichos por meio de sinais. O tempo
passou e o pai de Txá, Tiçara, preocupava-se. Um dia, jovens guerreiros da
tribo de Txá, sem querer invadiram o território de uma tribo desconhecida. A
invasão foi considerada uma provocação de guerra. Muitos guerreiros das duas
tribos foram mortos e feridos. Tentaram por várias vezes a paz, porém as tribos
falavam línguas diferentes, não tinham como fazer um acordo. Txá, então
resolveu ir conversar com a tribo inimiga, pediu proteção e ajuda aos deuses.
Gesticulando, chamou os animais da selva para que o acompanhassem, e eles
apareceram de todos os lados. Os guerreiros inimigos, escondidos, assistiram à
cena. Foram correndo avisar ao chefe que havia um feiticeiro na tribo inimiga,
capaz de conversar com a natureza. Txá chegou ao território inimigo sem armas,
sem pintura de guerra e acompanhado apenas dos animais da selva. Os guerreiros
adversários ficaram paralisados. Txá, por meio de sinais, mostrou que os
homens, os animais e toda a natureza são filhos da mesma terra, e por isso
deveriam viver em paz e harmonia. Assim, falando a língua universal da
natureza, conseguiu convencer os outros índios a tentarem a paz. Naquele mesmo
dia, as duas tribos dançaram e comemoraram a paz em volta da fogueira. A tribo,
compreendendo a importância de Txá e de sua língua para a tribo e para a paz
dos povos da selva, pediu a seu povo que todos aprendessem a língua de Txá e
que ele fosse, a partir daquele dia, o novo chefe da tribo. O chefe da paz.


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