domingo, 22 de maio de 2016

                            O olhar sobre o "Diferente" 
                                                Nas tramas da Literatura Infantil
Convívio com os outros;
Convívio com as diferenças;
Alteridade, anormalidade, diferença, diversidade e identidade.

Após a leitura do texto: Nas tramas da Literatura Infantil: Olhares sobre Personagens “Diferentes”, de Rosa Maria Hessel Silveira, concluo que a leitura me fez pensar no livro como material importante de reflexão, onde o que é dito confronta-se com o que é vivenciado.
Alteridade, anormalidade, diferença, diversidade e identidade. Abordagens e temáticas que apresentadas de forma positiva/ negativa, estimulam ou quebram barreiras e preconceitos.
Conforme o texto:
 aqueles que são “diferentes”, que a nossa sociedade não suporta: acostumada a viver uma vida sempre igual, onde o que importa é a máscara do não- é-comigo, essa mesma sociedade olha com maus olhos qualquer pessoa que expresse a inocência de seus sentimentos e de suas idéias.(...) O texto de Caio Ritter mostra que nem sempre as aparências são o melhor termômetro: reunindo-se aos outros “diferentes”, podem sonhar um mundo mais nobre, mais digno, e onde, enfim, é possível viver a plenitude dos sentimentos.
            Chamou-me a atenção o texto como um todo. A leitura é imprescindível para nós professores, porém, essa passagem do texto fez-me pensar de forma mais significativa sobre a nossa sociedade e o convívio com o “diferente”. Não podemos negar que é muito difícil trabalhar com crianças e pessoas que não aceitam o dito “diferente”. Em sala de aula, quando um aluno demonstra dificuldade de relacionamento, aprendizagem, convívio e, a presença da família é solicitada na escola, surge uma barreira muito grande para que o professor e a escola possam auxiliar essa criança, já que muitas vezes a própria família se omite e não aceita o “diferente”, deixando a cargo da escola o encaminhamento, a ajuda e o auxílio para essa criança. É muito triste, como educadora, assistir ao descaso das famílias, ver as pessoas usando a máscara do não- é -comigo.
Ainda relevante, cito um trecho das palavras finais da autora, onde ela afirma que:
mais levantamos questões do que as respondemos, talvez porque, precisamente, no momento em que vivemos, de tantas discussões sobre o “outro”, a “diferença”, a “diversidade”... , tenhamos perdido nossas parcas certezas prévias sobre o assunto.
            Realmente, quantas questões são levantadas acerca de assuntos tão importantes e tão presentes. A falta de conhecimento, vontade e parceria, torna a vida de muitas crianças, adolescentes e adultos um verdadeiro tormento e fracasso. Precisa-se ainda discutir..., tentar resgatar valores e buscar soluções para que não percamos também nossas crianças, junto com nossas poucas e prévias certezas, calcadas em verdades retrógradas.



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