Nas tramas da Literatura Infantil
Convívio com os outros;
Convívio com as diferenças;
Alteridade, anormalidade, diferença, diversidade e identidade.
Após a leitura do texto: Nas tramas da Literatura
Infantil: Olhares sobre Personagens “Diferentes”, de Rosa Maria Hessel
Silveira, concluo que a leitura me fez pensar no livro como material importante
de reflexão, onde o que é dito confronta-se com o que é vivenciado.
Alteridade, anormalidade, diferença, diversidade e
identidade. Abordagens e temáticas que apresentadas de forma positiva/ negativa,
estimulam ou quebram barreiras e preconceitos.
Conforme o texto:
aqueles que
são “diferentes”, que a nossa sociedade não suporta: acostumada a viver uma
vida sempre igual, onde o que importa é a máscara do não- é-comigo, essa mesma
sociedade olha com maus olhos qualquer pessoa que expresse a inocência de seus
sentimentos e de suas idéias.(...) O texto de Caio Ritter mostra que nem sempre
as aparências são o melhor termômetro: reunindo-se aos outros “diferentes”,
podem sonhar um mundo mais nobre, mais digno, e onde, enfim, é possível viver a
plenitude dos sentimentos.
Chamou-me a atenção o texto como um
todo. A leitura é imprescindível para nós professores, porém, essa passagem do
texto fez-me pensar de forma mais significativa sobre a nossa sociedade e o
convívio com o “diferente”. Não podemos negar que é muito difícil trabalhar com
crianças e pessoas que não aceitam o dito “diferente”. Em sala de aula, quando
um aluno demonstra dificuldade de relacionamento, aprendizagem, convívio e, a
presença da família é solicitada na escola, surge uma barreira muito grande
para que o professor e a escola possam auxiliar essa criança, já que muitas
vezes a própria família se omite e não aceita o “diferente”, deixando a cargo
da escola o encaminhamento, a ajuda e o auxílio para essa criança. É muito
triste, como educadora, assistir ao descaso das famílias, ver as pessoas usando
a máscara do não- é -comigo.
Ainda relevante, cito um trecho das palavras finais da
autora, onde ela afirma que:
mais levantamos questões do que as
respondemos, talvez porque, precisamente, no momento em que vivemos, de tantas
discussões sobre o “outro”, a “diferença”, a “diversidade”... , tenhamos
perdido nossas parcas certezas prévias sobre o assunto.
Realmente, quantas questões são
levantadas acerca de assuntos tão importantes e tão presentes. A falta de
conhecimento, vontade e parceria, torna a vida de muitas crianças, adolescentes
e adultos um verdadeiro tormento e fracasso. Precisa-se ainda discutir...,
tentar resgatar valores e buscar soluções para que não percamos também nossas
crianças, junto com nossas poucas e prévias certezas, calcadas em verdades
retrógradas.

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