sábado, 9 de dezembro de 2017



Método Clínico


O método clínico - crítico utilizado por Jean Piaget em suas pesquisas tem como característica principal a intervenção sistemática do experimentador diante da conduta do sujeito, seja na relação verbal e ou na manipulação de objetos com explicação, por meio de respostas às explicações ao conteúdo em questão, dadas pelo sujeito. Delval (2002).
Entendo que o Método Clínico é baseado na investigação de como as crianças percebem e meio e agem sobre ele. O método pode ser considerado clínico porque não espera respostas prontas e objetivas, a busca é pela compreensão do modo como o sujeito analisa o que é determinado. Entendendo isso, podemos refazer e recriar métodos que possam auxiliar a construção de suas aprendizagens e novos conhecimentos.
Interessante e importante reflexão sobre a teoria de Piaget. Conhecia o método, mas não havia aplicado ainda, colocado em prática... Por estar em ambiente familiar e, a criança analisada ser minha filha, procurei não intervir e realizá-lo da melhor forma. Compartilho aqui no espaço o vídeo com a aplicação do método.



Referência bibliográfica
REFLEXÕES SOBRE O MÉTODO CLÍNICO-CRÍTICO PIAGETIANO: TEORIA E PRÁTICA- Denise Rocha Pereira, Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium –Lins/SP.



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017



A luta de uma mulher negra e sua ascensão social!

Compartilho aqui no blog a atividade da interdisciplina, em que deveríamos produzir um vídeo sobre a história de vida, trabalho, preconceito, superação... de uma pessoa de nosso convívio. 
Foi muito gratificante poder realizar esta tarefa da interdisciplina, a colega que escolhemos é muito querida por todos da escola. Uma mulher que não se acomodou frente às dificuldades que a vida lhe impôs. Saiu do inetrior e, ao chegar à capital, trabalhou como empregada doméstica e servente de escola, porém a inquietação e o sonho de ser professora nunca lhe abandonaram. Enquanto trabalhava como servente matriculou-se no curso de magistério. Depois de formada, prestou concurso público para o município de Nova Santa Rita, onde já está a seis anos, neste tempo, alcançou a tão sonhada graduação e, não quer parar por aí, sente que ainda pode contribuir muito para a educação e o ensino, sempre valorizando sua história e suas raízes.


domingo, 3 de dezembro de 2017



Seminário Integrador VI

Emocionante escrever o texto para o workshop de avaliação do eixo VI tendo como base para reflexão uma história tão bonita, o filme: Como estrelas na Terra, toda a criança é especial.
Uma história de amor à profissão, de busca pelo desconhecido,  superação, amizade e reconhecimento. Muitos seriam os adjetivos para descrever esta bonita história, que é real e se repete muitas vezes em nossas salas de aula, nas casas dos nossos alunos. A incompreensão e a busca por respostas ainda estão presentes em nosso cotidiano escolar. Muitas escolas e profissionais não estão preparados para lidar e trabalhar com alunos especiais, porém, penso que o respeito por parte dos professores e um olhar mais atento e carinhoso podem ser o começo para entender às diferenças. Lançar mão de atividades diversificadas como forma de expressão, a arte, por exemplo, como no caso do filme, incentivar, mostrar que os problemas podem ser superados e que sua deficiência não os torna diferente dos outros.
 Acredito que na história, assim como na vida real, o que pode salvar nossos alunos não é a descoberta da dislexia ou outro tipo de deficiência, mas sim os novos métodos que podem e devem ser experimentados e utilizados pelo educador, fazendo com que esses alunos aprendam a lidar com suas diferenças, que possam se sentir incluídos nas atividades e rotinas escolares, bem como aceito e compreendido dentro de seus lares.



                                                                            






Filosofia

A leitura e obra de Edgar Morin: Os sete saberes necessários à educação do futuro trouxe-me contribuições e reflexões referentes às minhas ações, a racionalidade entre erros e ilusões, a doutrina que obedece a um modelo mecanicista e determinista, onde considera o mundo como sendo não racional, mas racionalizadora. Entendo a partir da leitura que a racionalização é fechada (afirmação do que eu acredito estar certo) enquanto a racionalidade é aberta (proteção contra o erro).  
Pude perceber após estudo da leitura, o quanto estamos suscetíveis ao erro, com isso, penso que devemos preservar as trocas de informações e o diálogo, principalmente com nossos alunos, pois com eles aprendemos muito. Não somos detentores de todo o conhecimento, devemos admitir que muitas vezes nos deparamos com o erro,  que insistimos em velhos hábitos... Não podemos ser fiéis a um modelo de professores do sistema tradicional, que valorizam ações de opressão. Estamos nos qualificando para fazer a diferença, para formar sujeitos pensantes, contribuintes de uma sociedade mais justa e fraterna.  



 http://pgl.gal/os-7-saberes-necessarios-a-educacao-do-futuro-segundo-edgar-morin/




Psicologia 

Fazendo uma análise do semestre, posso considerar que foi um tempo de muitas leituras e reflexões. Confesso ainda, que por falta de tempo, não consegui explorar mais profundamente tudo o que foi disponibilizado, leituras importantíssimas que pretendo retomar em outras oportunidades. Contudo, as aprendizagens e as buscas para a realização das tarefas me permitiram reavaliar antigas práticas, bem como colocar as novas descobertas em ação. Um exemplo é a interdisciplina de psicologia, onde Piaget nos traz à tona a reflexão de que o conhecimento não é algo que esteja acabado, mas encontra-se em constante transformação pelo sujeito, que constrói seu conhecimento através do meio em que está inserido. Os professores que entendem e adotam esse conceito na prática do dia a dia, oportunizam aos alunos que sejam protagonistas de seu aprendizado, acreditando na capacidade de cada aluno, colocando a escola como lugar de construção de novas aprendizagens, um lugar para interagir e socializar, onde as diferenças não existam, onde todos possam conviver e aprender, como exemplo do filme “O líder da turma”, que retrata a realidade vivida por pessoas que são portadoras de deficiência. Sabemos que essas pessoas são vistas como “diferentes”, enfrentando preconceito e discriminação. Dentro dessa realidade, cabe a nós, professores, sermos motivadores para que essas e outras atitudes possam ser modificadas, através de interação e práticas que auxiliem ativamente nesse processo.