Essa postagem é uma atividade da interdisciplina do Seminário Integrador III e, tem por objetivo, fazer uma reflexão que venha ao encontro dos critérios que foram discutidos em aula para melhorar ou qualificar nossas postagens no blog. Muito bem, vamos lá!
Minha postagem será para relatar a importância que a interdisciplina de Alfabetização (segundo semestre), teve na minha vida pessoal e profissional. No geral, todas as disciplinas foram importantes e enriquecedoras, mas vou focar nesta, especialmente, pois relatarei meu próprio avanço, a vitória sobre meu próprio medo e, o reconhecimento da minha dificuldade.
Como relatei durante minha apresentação no workshop do dia 16-12-2015, logo no início do semestre, quando vi que teríamos a disciplina de Alfabetização, senti um frio na barriga, insegurança e medo, medo até da professora Darli, que ministraria a disciplina, logo pensei: que semestre difícil! Realmente, foi um semestre muito difícil, no qual não entendia os textos, para mim era tudo muito complexo, parecia que aquilo, na verdade, não era para mim Acredito que esse medo, esse misto de insegurança, tenha se dado por conta da minha própria alfabetização, da qual não tenho lembranças muito boas... Acredito até, que por esse motivo, nunca trabalhei com turmas de alfabetização. Leciono desde 2003, mas ao pensar que poderia ter uma turma para alfabetizar sentia aquele aperto no peito e a sensação de que não seria uma boa "professora alfabetizadora".
Então, estou aqui para dizer que depois de ter estudado, refletido e enfrentado esse medo durante todo o processo de estudos do semestre e, após a apresentação no workshop de avaliação, onde pude contar com a querida e atenciosa professora Darli, assim como o querido tutor Glauber, posso dizer que, a partir daquela noite, minha insegurança começou a diminuir, sinto-me mais confiante e aliviada. Quem sabe até para o próximo ano eu venha a trabalhar com uma turminha de alfabetização, pois, a partir de agora, tenho um novo olhar, um novo conceito sobre alfabetizar. Descobri que o mundo da alfabetização não é o "bicho de sete cabeças" que eu imaginava, e que pode ser muito prazeroso e divertido alfabetizar. Tenho em casa um lindo exemplo, minha filha de cinco anos que me inspira e me enche de alegria com seus desenhos, que agora já não são mais rabiscos, que expressam algo... na verdade sempre disseram alguma coisa, bastava sensibilidade para entender!
Desenhos da minha filha Alice. Neste último ela diz que ela está andando de bicicleta com o papai e a mamãe, e que isto lhe faz muito feliz!!!!
Como é lindo e colorido o mundo da Alfabetização!



Olá, colega Veridiana
ResponderExcluirTeu relato é sincero e emocionante. Revela teus medos e inseguranças, sentimentos que, muitas vezes, não gostamos de demonstrar. Você abriu seu coração e mostrou clareza nas informações descritas. O que não conhecemos assusta, mas a medida em que você foi se familiarizando com a disciplina, foi ficando mais confiante, principalmente com a atenção que recebeu da professora e do tutor. Acredito que o estudo e o conhecimento estão fazendo com que você tenha reflexões sobre suas práticas e atuação como professora. O “mito da alfabetização”, aos poucos vai sendo desmistificado e você já se mostra entusiasmada para ter uma turma de alfabetização. Você tem a chance, ao lado da filhota, de observar e entender melhor esse processo mágico e fascinante, pelo qual todos nós passamos.
Bons estudos e sempre em frente. Um abraço!
Olá! A postagem fez uma ótima retomada do semestre - focando aquilo que você conseguiu efetivamente se dedicar. Ela demonstra uma aprendizagem e um avanço na tua vida. Esses registros de "reflexão" e descobertas sempre devem acontecer - descrevendo e aprofundando nossos pensamentos em relação a nossa prática é essencial. Sinta-se encorajada a ter uma turma de alfabetização, verá os resultados e quando terminar o ano irá ficar muito satisfeita com o seu trabalho, talvez alguns alunos possam causar frustação, mas devemos ter o conhecimento que cada aluno possui um ritmo, e nossa atividade deve ser de acompanhar as particularidade de cada um - informando coordenação, orientação e realizando a comunicação com a família - assim podemos auxiliar as crianças com problemas de fala, aprendizagem, detectar possíveis "problemas" - conexão entre setores da escola e família é essencial. Sinto saudades das minhas turmas de primeiro ano e acompanhar o processo inicial de alfabetização é uma experiência marcante. Tenho certeza que essa dificuldade irá ser superada com muita coragem e vontade de vencer! Abraços!
ResponderExcluir