segunda-feira, 10 de outubro de 2016


Narrativa que evidencia meu “Pertencimento ao Espaço Escolar”.

Como atividade da interdisciplina de: Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, foi solicitado que escrevêssemos sobre nosso ponto de vista referente ao pertencimento ao espaço escolar. Acredito que pertenço ao espaço escolar no momento em que consigo fazer a diferenciação entre o Ver e o Olhar. Nos momentos em que me sinto acolhida pelos meus colegas e alunos, nos momentos de felicidade quando um aluno entende o conteúdo e fica feliz por isso, no momento em que  me senti feliz por retornar das férias e encontrar os alunos ansiosos por um novo ano letivo, no momento em que me senti fragilizada quando lancei uma tarefa voltada a musicalidade. Relatei para a turma que eu cantava diversas canções enquanto estava esperando a chegada da minha bebê, a maioria se surpreendeu que eu conversava e cantava para uma criança que ainda não havia nascido. Expliquei que é muito importante essa ligação da mãe com o bebê, pois a criança ouve e sente tudo ao seu redor. Senti enorme tristeza quando ouvi de um aluno o seguinte desabafo: - Minha mãe não queria que eu nascesse! Imagina se ela ia cantar pra mim! Comecei a trabalhar essas questões dentro de mim, ter um Olhar diferenciado, procurando entender as angústias e dificuldades daqueles alunos que demonstram desinteresse. Crianças tão pequenas, jovens que parecem ter perdido a esperança na vida, os sonhos de um futuro melhor. Esses jovens são desmotivados e apresentam baixo rendimento escolar. São crianças que estão crescendo em meio à famílias desestruturadas, morando em lugares onde as drogas e o tráfico imperam. Os passeios de domingo de muitos alunos é a visita aos pais no presídio ou em casas de reabilitação...  Penso que, se a vida desses indivíduos já é tão penosa e frustrante, cabe a nós, professores, fazer com que na escola essas crianças recebam afeto e carinho, que percebam que alguém se importa com eles e deseja que tenham um futuro bom, diferente do que estão acostumados a ver. Acredito que muitos desses alunos podem ser resgatados a partir de práticas e projetos escolares. Sei que é um caminho longo e difícil, porém, estou aqui para fazer a diferença na vida escolar dessas crianças, ou pelo menos, tentar. Sei que cada gesto de solidariedade e motivação em prol desses alunos, não será esquecido por eles, nem por mim.









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